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ARTIGOS

 

Qual é a melhor prótese?

Por Paulo Dias, Ortesista e Protesista - A.C.T. 199

 

Em minha opinião, a aceitação desse dispositivo está relacionado, principalmente, ao estado psicológico do indivíduo, pois hoje temos no mercado uma gama de produtos de protetisação, desde o antigo joelho jupa, ao moderníssimo joelho biônico. Tão inteligente que constantemente “aprende” a adaptar-se ao indivíduo e ao seu meio, reconhecendo suas necessidades e adaptando-se automaticamente à maneira que o usuário caminha.
Ao perder parte do corpo, deve ser comunicado ao amputado que ele terá uma vida nova, com alguns desafios a mais, mas que hoje existem várias possibilidades de levar uma vida normal.
Por isso a importância de todo um cuidado, tanto dos profissionais da saúde, quanto da família. Podemos começar pelas enfermeiras que devem auxiliar o paciente de como deve ser posicionado o membro residual no leito, depois os fisioterapeutas, informando sobre posturas e fortalecimento muscular. Tudo isso com um acompanhamento psicológico.
A família deve sempre conversar com o médico para juntos encontrarem um profissional especialista em próteses, e questionarem sobre a maturação do coto, sobre a resistência do membro contralateral, enfim, se o indivíduo está pronto para começar o processo de protetisação.
Quando o paciente for liberado pelo médico para procurar a reabilitação, deve ser feita uma análise de perfil, onde serão levados em conta vários fatores como idade, peso, n´vel de amputação e patologias associadas. Então depois de uma criteriosa análise, podemos indicar os melhores componentes para uma prótese.
Na maioria das vezes quando entrevistamos um futuro usuário de próteses, sobre suas expectativas em relação ao uso da prótese, a maioria responde mais ou menos assim: “vou colocar a perna e sair correndo... não vejo a hora de isso acontecer.”
Mas nós sabemos que na prática não funciona dessa maneira, pois existe uma série de fatores que irão contribuir antes disso acontecer, e o principal deles é o treinamento. De nada vale um bom alinhamento estático e dinâmico, se a prótese não estiver bem colocada e ajustada ao membro residual.
Minha experiência mostra que não existe a melhor prótese, e sim um indivíduo bem recuperado, com apoio de vários profissionais, e que finalmente terá uma prótese bem indicada, e com excelente treinamento.

 

Fonte: Revista Feedback, ano XII, 20ª edição – novembro/2009, p. 44.



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